Radiotelescópio começa a investigar o outro lado da Lua

Impressão 3D está sendo usada para criar nova Taça Jules Rimet
5 de dezembro de 2019
Como funcionam os hologramas que trazem ao palco artistas que já se foram
6 de dezembro de 2019

De forma inédita, um radiotelescópio espacial está colhendo informações do lado escuro da Lua. Fruto de uma parceria entre China e Holanda, o aparelho foi colocado dentro de um satélite de comunicação chinês chamado Queqiao e lançado ao espaço em maio do ano passado. No entanto, até agora, ele estava desligado.

O satélite foi lançado durante a missão Chang’e 4, primeira a aterrissar de forma segura no outro lado da Lua. O radiotelescópio se encontra a aproximadamente 450 mil quilômetros da Terra, e foi enviado a um ponto cuja órbita garantirá que ele nunca fique entre a Terra e a Lua, e sim sempre atrás do astro, do ponto de vista terrestre.

Até o último dia 26, era esperado que o aparelho holandês-chinês ficasse inativo por mais muitos meses. No entanto, foi anunciado o desdobramento de três antenas para fora do satélite, as quais realizarão varreduras no espaço livre da interferência da nossa atmosfera.

A expectativa é de que o radiotelescópio seja capaz de captar sinais de rádio muito fracos. Para isso, ele conta com três antenas de 5 metros cada, as quais funcionam na faixa de 80 kHz a 80 MHz. Os cientistas esperam capturar sinais que revelem segredos sobre a “Idade das Trevas” do universo, ou seja, o período que seguiu imediatamente o Big Bang e sobre o qual temos pouquíssimas informação.

Os dados capturados poderão iluminar o conhecimento sobre o surgimento das primeiras estrelas e galáxias, além de elucidar a natureza da matéria escura. Assim, pode caber ao radiotelescópio a complexa e importante missão de nos fornecer novos dados sobre o estado inicial do universo.

Confira os produtos da Etiquetaria Paulista!

Acesse:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *